Usina de ideias (parte 1)

julho 25, 2010

Uma vivência da oficina de Direção do Festival Dulcina de Cenas Curtas

Por Marcos França

Letícia Guazzelli, diretora da cena A caixa de Pandora (PR), transformou as escadas do quarto andar da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes em palco. Sentada sobre o último degrau, encarava fixamente o céu ensolarado enquanto  dizia estar à espera da chuva. O que parecia inusitado era o comando do oficineiro Luiz Fernando Marques para os participantes da oficina de Direção. “Foi uma cena muito simples, mas intensa. Era doce, mas angustiante também. Ela  parecia estar lá há muito tempo”, comentou o estudante Gustavo Pinheiro, 17 anos.

Os pedreiros responsáveis pela reforma do pavimento integravam a plateia. Sob o comando do diretor do Grupo Teatro  XIX, o grupo foi convidado a buscar dentro e nas proximidades da faculdade, lugares esquecidos,   desconectados de alguma forma com o ambiente em que estão dispostos, para, em seguida, criar e apresentar à turma  uma pequena cena que não apenas permitisse, mas estimulasse o diálogo entre o espaço e a comunidade. Luiz Fernando reconhece a complexidade do desafio, mas garante que “a possibilidade de fazer uma composição cênica  única e tão rica compensa”.

Letícia Guazzelli, em exercício proposto durante a oficina de Direção. Foto: Thiago Sabino.

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